segunda-feira, 2 de maio de 2016

Corrida global é oportunidade para quem quer competir e viajar ao mesmo tempo

Foto Divulgação

Apaixonados por corrida aproveitam para correr e conhecer diferentes lugares do mundo

Correr e viajar são duas coisas que podem estar juntas. Corridas de rua como a Wings For Life World Run, que acontece no dia 8 de maio em Brasília e mais 33 cidades ao redor mundo, tornaram-se um bom motivo para programar as férias e conhecer novos lugares, sem deixar de praticar esporte.

Pelo caráter global – 34 cidades ao redor do mundo largam simultâneamente, independentemente do fuso horário -, a Wings For Life World Run (WFLWR) é um exemplo disso. O advogado Enio Cesar da Silveira, de Florianópolis (SC), é prova de que é possível competir e conhecer o mundo ao mesmo tempo. Em 2014, quando soube da prova, descobriu que estaria nos Estados Unidos. Resolveu, então, fazer uma pequena mudança em seu itinerário de férias para poder correr em Santa Clarita (EUA), uma das cidades da corrida global.

“Eu e minha esposa saímos em êxtase da prova na Califórnia! Nunca tinha corrido mais do que 15 km e naquele dia tinha feito 21.4 km para fugir do Catcher Car”, conta Enio. Ainda naquele dia foi anunciada a data da competição no ano seguinte, e o casal decidiu que não perderia nenhuma edição.

“Além da causa ser incrível, percebemos que era uma forma muito bacana de conhecer vários lugares diferentes, então resolvemos que correríamos em uma cidade diferente a cada ano. Não vai ser fácil, mas o desafio é interessantíssimo!”, diz Enio. Por enquanto, a meta está sendo cumprida. Em 2015, ele e a esposa correram em Santiago (CHI). Neste ano, participarão da prova em Brasília, mas já têm planos de viajar para Portugal ou Áustria para participar da WFLWR em 2017.

A mesma ideia vale para atletas estrangeiros, que escolheram visitar o Brasil para competir e viajar. Thomas Payn, campeão britânico do evento em 2015 e um dos favoritos a vencer a Wings For Life World Run deste ano, é um deles. Curioso com o conceito da prova, que não tem uma linha de chegada fixa, Payn resolveu participar “só para ver como era”. Venceu e, como prêmio, teve direito de escolher qualquer cidade para competir em 2016.

“Nunca fui para o Brasil, mas sempre foi um sonho. Então, quando eu estava escolhendo meu destino para a Wings For Life World Run 2016 e vi o Brasil na lista, dei um jeito de me programar rápido e me inscrever. Mal posso esperar para chegar por aí e conhecer a cultura e as pessoas”, explica o britânico.

Quem também fez planos de conhecer novos lugares e competir ao mesmo tempo foi o irlandês John O’Reagan, campeão nacional da Wings For Life World Run em 2014. “Sempre ouvi coisas muito boas sobre o Brasil, e imaginei que era um lugar incrível para conhecer. Por isso, resolvi competir por aí. Foi uma experiência incrível, pude conhecer Brasília e o Rio de Janeiro, e as pessoas foram muito amáveis”, afirma O’Reagan. “Foi minha primeira vez no país, mas já tenho planos de voltar e, da próxima vez, vou ficar mais tempo”, completa.

A austríaca Astrid Kaltenböck tem uma história semelhante a de Payn. Depois de vencer a Wings For Life World Run na Itália em 2014, programou suas férias para correr no Brasil e conhecer o país no ano seguinte. “Escolhi o Brasil por ser um continente e um país novo para mim. E a cultura brasileira me interessava muito. Eu fiz muitos amigos, conheci muita gente enquanto estava aí, com as quais mantenho contato até hoje. Para mim, isso é muito, muito legal”, conta Kaltenböck.

Depois de competir em Brasília, a austríaca ainda ficou mais três semanas no país, quando conheceu Foz do Iguaçu (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA). “Dez dias depois da WFLWR, eu estava treinando com uma equipe de corrida brasileira em Salvador. Era seis de manhã e lá estava eu. Foi demais”, relembra Astrid. “Já fui para o Brasil com a ideia de correr e viajar. Era uma ótima oportunidade”, finaliza. Em 2016, ela já tem planos: correr em Santa Clarita (EUA) e continuar conhecendo o mundo.

Ainda dá tempo de se inscrever na Wings For Life World Run em uma das 34 cidades ao redor do mundo. Brasil, Alemanha, Chile, Itália, Estados Unidos, Peru e Portugal estão entre os país que recebem o evento. A corrida acontece no dia 8 de maio e 100% do valor arrecadado com as inscrições será revertido para a pesquisa da cura de lesão na medula espinhal. Acesse o site http://www.wingsforlifeworldrun.com/br/pt-br/, escolha sua cidade e se inscreva!

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