terça-feira, 21 de junho de 2016

Lesões de corredores, por Isabela Buck



Os benefícios da corrida são vários, porém, como em qualquer outro esporte, as lesões são inevitáveis.

É difícil definirmos em porcentagem quantas lesões ocorrem em corredores, pois depende de diversas variáveis, como o tipo de corrida e o tempo em que é observado. Porém, para termos noção, os índices variam de 20% a 79% e, aproximadamente, 50% dos corredores recreacionais ou amadores tem uma lesão por ano. Esse número é considerado grande e isto pode acarretar várias complicações para o corredor, desde tempo de afastamento, dor, custo para tratamento e mudança de rotina.

As lesões mais conhecidas na corrida são: síndrome patelo-femoral (aquela dor na frente do joelho), síndrome do trato-iliotibial (dor lateral da perna e joelho), fasciíte plantar (dor no calcanhar na sola do pé), tendinite do calcâneo (dor no calcanhar), estiramento muscular, principalmente panturrilha e posterior, condromalácia (desgaste da cartilagem), entre outras.

Essas lesões podem ser divididas em duas: traumáticas e de sobrecarga. A primeira ocorre por um trauma, como o entorse de tornozelo, e a segunda são as de overuse, lesões que vem se desenvolvendo ao longo do tempo por um movimento errado, fraqueza muscular ou excesso de treino.

Para evitarmos isso precisamos primeiro conhecer o motivo que levaram a desenvolver essas lesões. As causas são os fatores de risco e eles podem ser internos e/ou externos.

Desses fatores de riscos internos podemos citar: os biomecânicos, ou seja, o alinhamento do corpo e o seu movimento na corrida, especialmente alinhamento do pé e tornozelo que são base do nosso corpo; a mobilidade do pé que leva ao tão polêmico pé pronado/supinado/neutro; força da musculatura da coluna e do quadril; lesões prévias; índice de massa corporal (IMC) que relaciona o peso corporal com a altura; sexo, infelizmente as mulheres tem predisposições maiores para se lesionar e com o tempo a fáscia vai se desgastando, então a população mais velha tem maiores chances de se machucar.

Já os externos mais relevantes são a periodização dos treinos, tipos de superfícies em que treinam e de tênis, volume de treino (frequência de treino e kilometragem semanal).

Nos próximos artigos iremos falar desses fatores, dando dicas para evitarmos essas lesões e para melhorar seu desempenho na corrida.

Isabela Buck é Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Esportiva - Centro de Traumato-Ortopedia do Esporte - CETE da UNIFESP - São Paulo

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