segunda-feira, 4 de junho de 2018

A "quarta modalidade" do IronMan, por Mizuno

O IRONMAN é uma competição de triathlon com 3,8 km de natação, 180,2 km de ciclismo e 42,2 km de corrida. É uma prova que envolve força, foco, determinação, logística, horas de treino, vida regrada. Parece distante da realidade? Pois saiba que também é um esporte para gente como a gente. Para pessoas que além de nadar, pedalar e correr se dedicam a uma “quarta modalidade”: trabalham, têm filhos, enfrentam desafios diários, batalham por inclusão, enfim, têm uma rotina pessoal e profissional intensa.

O IRONMAN Brasil, que tem patrocínio da Mizuno, aconteceu no último domingo, revelando personagens inspiradores que nos fazem acreditar que tudo é possível!

LUÍS GUSTAVO ABDALLA
MÉDICO, ESPECIALISTA EM TRANSPLANTE DE PULMÃO, OITO VEZES IRONMAN



“Eu nunca sei o que vai acontecer na minha vida nas próximas seis horas. Minha quarta modalidade é salvar vidas. Sou médico, especialista em transplante de pulmão.”

Casado, pai de dois filhos (uma menina de 11 anos e um menino de 3), Luís Abdalla, 44 anos, está conectado ao esporte desde criança. Começou com natação. Depois veio a mountain bike. Na época da faculdade conheceu o triathlon. “Mas foi impossível conciliar os estudos com a prática esportiva”, conta. Fez a primeira prova de triathlon, na distância olímpica, em 2004. Aos poucos foi se desafiando e evoluindo. Fez seu primeiro IRONMAN em 2008.

Como médico, especialista em transplante de pulmão (mais de 370 já realizados), diz que não sabe o que vai acontecer em sua vida nas próximas seis horas. Em meio a um treino, a um jantar, a uma consulta, a um momento de lazer, pode ser chamado para uma cirurgia, que dura, no mínimo, 20 horas. Para treinar, não consegue ter uma rotina espartana. Encaixa as modalidades conforme encontra espaço na agenda. “O esporte faz parte da minha vida. Faço porque gosto. Basta olhar para mim, para minha rotina: se eu consigo, você também consegue. Todo mundo devia tentar um IRONMAN na vida. Depois de completar uma prova dessas você se sente capaz de fazer o que quiser”, diz Abdalla, que fechou o IRONMAN 2018 em 11h17m21seg e dois dias depois já estava em cirurgia de transplante para salvar mais uma vida.

FABIANA MARZÁN
ADMINISTRADORA, MÃE DE TRÊS FILHOS, ESTREANTE NO IRONMAN

“Com 40 anos virei ciclista. Aos 41, triatleta. Aos 42 sou uma IRONMAN. Minha quarta modalidade é cuidar da família. Sou mãe de três filhos.”

Mãe de três filhos - Arthur, 17 anos, e os gêmeos Thiago e Luana, 15 anos – Fabiana Marzán mudou sua vida aos 40. Das corridinhas leves na praia, conheceu o universo do ciclismo por meio de um amigo e se apaixonou pelo esporte. Logo depois descobriu o triathlon e em março de 2017 fez sua primeira prova, na distância olímpica – já estreando no pódio, com o primeiro lugar em sua categoria. Entusiasmada, se inscreveu para o IRONMAN Florianópolis 2018.

O tempo que tem para treinar é pela manhã. Todos os dias começa por volta de quatro da manhã – aos domingos inicia um pouco mais tarde, às 6 da manhã! Às 9h tem de estar em casa, para chegar ao trabalho às 10. Tenta almoçar com os filhos e reserva o período da noite para ficar com eles. “Envolvi todo mundo nessa jornada do IRONMAN. Precisei do apoio e da compreensão deles.” Para quem fala que é impossível, ela responde: “Quando você decide, quando acredita, você consegue.”

Nos dias que antecederam o IRONMAN 2018, Fabiana teve de lidar com imprevistos. Devido à greve dos caminhoneiros e bloqueio das estradas, sua bicicleta não chegou. O jeito foi um amigo, vindo do Rio, trazer uma bike reserva. Seus filhos, que acompanhariam a prova, também não puderam ir. Forte mentalmente, ela não se deixou abater pelas adversidades. “Minha estreia no IRON foi muito longe do tempo esperado, mas isso não atrapalhou em nada a realização que senti ao cruzar a linha final. Percebi desde o início que a prova seria bem diferente do que havia imaginado. A corrente da bicicleta caiu duas vezes. Enfrentei vento contra, muito calor, não conseguia clipar direito. Mas minha cabeça seguiu ajustada. Só não contive as lágrimas ao ouvir a frase que tanto esperava: ‘Fabiana, você é uma IRONMAN’”, conta ela, que fechou a prova em 13h02m51seg.

ANDERSON DUARTE
ATLETA DEFICIENTE VISUAL E PALESTRANTE, ESTREANTE NO IRONMAN

GUILHERME RODRIGUES
TREINADOR E GUIA, TRÊS VEZES IRONMAN

“Perdi a visão aos 25 anos. Comecei a nadar e conheci o triathlon. Meu sonho era fazer o IRONMAN. Hoje, aos 39 anos, sou atleta deficiente visual e nado, pedalo e corro com ajuda de um guia. Minha quarta modalidade é superar os desafios do dia a dia.” (Anderson)

 “Sou professor de educação física, treino um grupo em Americana. Minha quarta modalidade é ser os olhos do Anderson no triathlon.” (Guilherme)

Atleta amador, Anderson Duarte, de Americana (SP), encontrou no esporte uma maneira de se motivar após ficar cego aos 25 anos. Seu sonho de completar um IRONMAN se realizou no último domingo. Em sua preparação, contou com equipamentos custeados por rifas, incentivos de empresários e apoios de marcas – e, claro, contou com os “olhos” do treinador e amigo Guilherme Rodrigues.

Eles começaram a se preparar há um ano e meio. Fizeram várias provas e treinaram forte entre 20 e 25 horas por semana, sempre em dois períodos. “Quando surgiu a possibilidade de ser guia, não pensei duas vezes. É um agradecimento por tudo de bom que tem acontecido comigo, tanto nas questões pessoais como nas profissionais. Quando participei do meu primeiro IRONMAN, em 2014, muita gente me ajudou. Agora estou apenas retribuindo. Se nos ajudam, por que não podemos ajudar os outros?”, diz o técnico.

A dupla, reconhecida e saudada pela torcida durante todo o trajeto do IRONMAN em Florianópolis, cruzou a linha final em 11h51m45seg. “Este foi meu terceiro IRONMAN e eu estava tranquilo. Minha única preocupação era 'quebrar' no meio da prova e prejudicar a realização do sonho do Anderson. Felizmente deu tudo certo. E o sentimento de gratidão por todos que nos apoiaram é enorme”, conta Guilherme. “Por eu não enxergar, ouvir a torcida foi algo mágico. Tentava reconhecer as vozes – da minha filha em especial... E isso me impulsionava a seguir adiante”, completa Anderson, que chegou muito emocionado.

Fotos: Bruno Dos, Danilo Devichiati, Nivaldo Grolla

Sobre a Mizuno
Multinacional centenária com origem no Japão, a Mizuno oferece aos esportistas o que há de mais avançado em tecnologia, disponibilizando uma linha completa de produtos em diversas modalidades. A marca é líder nacional na categoria running performance, desenvolveu tecnologias exclusivas como a placa Wave, que proporciona maior absorção de impacto e U4ic, EVA desenvolvido com uma composição de polímeros, tornando-o 36% mais leve do que um EVA comum.

Sobre a Alpargatas
Líder brasileira no setor de calçados na América Latina, a Alpargatas é detentora das marcas Havaianas, Dupé, Osklen, Topper na Argentina, Sete Léguas e Meggashop e detém a licença de Mizuno no Brasil. A companhia oferece produtos inovadores com tecnologia e design diferenciados e possui competência na construção e gestão de marcas globais, que proporcionam relação de admiração e confiança com os consumidores. Com lucro líquido de R$ 358,4 milhões em 2016 (crescimento de 36% em relação ao ano anterior), a Alpargatas possui fábricas no Brasil e na Argentina, 698 lojas exclusivas em todo o mundo e seus produtos estão presentes em mais de 100 países.

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