Após percorrer 18 estados e acompanhar mais de 300 mil participantes, a marca compartilha o que aprendeu e o que podemos esperar do futuro da corrida brasileira
Estar
próxima da comunidade corredora sempre foi parte da estratégia da Olympikus.
Seja no desenvolvimento de produtos, na criação de eventos ou conteúdos, a
marca brasileira vem consolidando nos últimos anos uma forma de atuar baseada
em escuta, presença e cocriação com quem faz a corrida acontecer todos os dias.
Foi dessa lógica que nasceu o projeto "50 anos, 50 corridas",
iniciativa pensada como uma forma de celebrar o aniversário da marca ao lado de
quem ajudou a construir sua trajetória: os corredores brasileiros. Agora,
depois de um ano rodando o país, essa travessia ganha um novo capítulo na forma
de um documentário repleto de registros emocionantes, histórias e personagens
que fizeram parte da jornada. Produzido pela Na Buena Onda e narrado pelo comunicador
pernambucano Caio Braz, o documentário foi ao ar no canal da Olympikus no
YouTube no dia 03/07.
Se durante décadas boa parte das conversas sobre corrida esteve concentrada no eixo Rio-São Paulo, o projeto e o documentário mostram um cenário muito mais amplo. Em Roraima, a prova Tepequém Up levou os corredores ao ponto mais ao norte do país, com uma subida tão íngreme que virou um dos momentos mais marcantes da jornada. Em Santarém, no Pará, a corrida cresce impulsionada por grupos locais que transformam a prática em eventos comunitários, além de ser diretamente influenciada pelo clima — o calor é tão intenso que a corrida precisa acontecer à noite. Em Salvador, comunidades utilizam o esporte como ferramenta de ocupação de território e fortalecimento de identidade, e a Maratona Salvador, ao lado do grupo de corrida SBN Running, revelou como o espírito festivo da cidade atravessa também a corrida.
No Rio Grande do Sul, crews reúnem milhares de pessoas em encontros que misturam atividade física, cultura e pertencimento, enquanto no Centro-Oeste a forte presença de provas em meio à natureza reforçou a busca por aventura e conexão com a paisagem. E em todas as cidades turísticas, a corrida se conecta à experiência de explorar paisagens e destinos.
Em comum, todas essas iniciativas demonstram que a cultura da corrida brasileira está se desenvolvendo de forma descentralizada. "Uma das maiores lições foi perceber que inovação nem sempre nasce nos grandes centros. Muitas das conversas mais interessantes sobre corrida, comunidade e experiência estavam acontecendo em cidades que tradicionalmente não aparecem no radar do mercado. Quando você se dispõe a olhar para o Brasil inteiro, percebe que existem muitos pólos criativos ajudando a construir o futuro do esporte", afirma Bianca.
Créd. Fractal - Na Buena Onda
Créd. Fractal - Na Buena Onda
Outro
aprendizado importante veio da convivência com corredores de perfis muito
diferentes. Ao longo das 50 corridas, a marca encontrou atletas em busca de
índices e recordes, corredores iniciantes participando da primeira prova,
grupos que usam a corrida como ferramenta de saúde mental, comunidades
construídas em torno de amizade e pertencimento e praticantes que enxergam as
provas como uma forma de conhecer novos lugares. Foram registradas histórias de
superação como a de Paulo César Silva Oliveira, que correu em Roraima para
honrar a memória do filho que perdeu; a de Jeferson Dias e Tais Damásio, que
atravessaram a Chapada Diamantina em uma ultramaratona; a de Luana Correa,
corredora que cruzou a linha de chegada da Maratona de Porto Alegre na última colocação,
sem nunca cogitar desistir; e de Marcio Rosa, que percorreu sozinho 100
quilômetros na Volta ao Lago, em Brasília. A coexistência dessas motivações já
aparecia nos dados da pesquisa Por Dentro do Corre, mas ganhou profundidade
quando observada na prática.
Para Bianca, "A corrida continua sendo um espaço de performance e superação. Mas ela também se tornou um espaço de socialização, autocuidado, turismo, identidade e comunidade. O que vimos é que essas narrativas não competem entre si. Elas coexistem. Muitas vezes a mesma pessoa transita entre todas elas ao longo da sua jornada." Essa multiplicidade levou a Olympikus a estruturar o projeto em quatro territórios comportamentais — Para Se Desafiar, Para Se Divertir, Para Se Engajar e Para Correr com os Olhos — uma forma de organizar diferentes relações com o esporte sem reduzir a complexidade do corredor brasileiro.
Créd. Guilherme Leporace - Na Buena Onda
O
minidocumentário "Brasil, País do Corre"
Produzido pela Na Buena Onda e narrado pelo comunicador pernambucano Caio Braz, o documentário "Brasil, País do Corre" é o desfecho natural dessa jornada: acompanha a travessia da Olympikus pelas cinco regiões do país, registrando provas, treinos, comunidades e personagens que ajudam a contar as múltiplas formas de correr que existem no Brasil.
Aperte o play: https://www.youtube.com/watch?v=TVQN5Ea7ll0
Agora,
o projeto passa a funcionar como um novo ponto de partida. "Os 50 anos
foram uma celebração da nossa história, mas também um exercício de escuta para
construir o futuro. O maior legado dessa jornada é a certeza de que relevância
não se constrói apenas falando com os corredores. Ela se constrói correndo
junto com eles. Quanto mais a gente conhece as diferentes formas de correr que
existem no Brasil, mais preparados estamos para criar produtos, experiências e
histórias que façam sentido para quem está nas ruas todos os dias",
conclui Bianca.




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