Brasil terá maior delegação da história em um Mundial de Paraciclismo de Pista

Marcia Fanhani e Mariane Ferreira (piloto) - foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB


Equipe contará com 9 paratletas e mais dois pilotos da classe Tandem. Maiores delegações serão da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália.  Evento acontecerá de 22 a 25 de março, no Velódromo do Parque Olímpico da Barra.

O Brasil estará bem representado no Mundial de Paraciclismo de Pista Rio 2018, que será disputado de 22 a 25 de março, no Velódromo do Parque Olímpico da Barra, zona oeste da Cidade Maravilhosa. Além de um crescimento técnico da equipe que passou uma temporada no interior de São Paulo treinando e fazendo avaliações, a equipe será a maior delegação do Brasil na história de um Mundial da categoria, com nove paratletas e dois pilotos da categoria tandem (que não possuem deficiência). O Brasil contará com referências no paraciclismo como o medalhista paralímpico Lauro Chaman e o campeão parapan-americano Soelito Gohr. Mas o objetivo é buscar medalhas em outras classes e provas.

"Estamos muito animados. A equipe está bem equilibrada e esperamos fazer um grande evento para a nossa torcida. Vamos ter pilotos profissionais com experiência em grandes competições para guiar os paratletas do Tandem (Marcia e Marcelo). Temos o Johnatan do C5 que é muito bom, dois atletas de Goiás, o Carlos Alberto do C1 e o Victor do C2, além do Fabio Lucato (C3), que estão pedalando num bom nível e podem surpreender. O Lauro teve um ciclo muito bom nos anos de 2016 e 2017 e deve ser um dos destaques. O mais experiente da equipe, Soelito Ghor, concentrará a energia em uma única prova. E pela primeira vez, teremos uma representante mulher na classe C5, a Telma.”, disse Romolo Lazzaretti, chefe da delegação do Brasil, bicampeão europeu de ciclismo pista e representante da Itália nos Jogos Olímpicos Munique 1972.

Ao todo, serão 11 competidores: Marcelo Lemos Andrade (Tandem) e Marcos Novello (Piloto), Carlos Alberto Soares (Classe C1), Victor Louise Herling (Classe C2), Fábio Sciarra Lucato (Classe C3), Johnatan Mineiro Santos (Classe C5), Lauro Cesar Chaman (Classe C5), Soelito Gohr (Classe C5), Marcia Fanhani (Classe B – Tandem) e Taise Benato (Piloto), e Telma Aparecida Bueno (Classe C5).

“É uma honra poder voltar a competir no Rio onde fomos muito felizes, com a torcida de todos os brasileiros. Com certeza, a medalha paralímpica foi o momento mais marcante para minha carreira. Sabemos que os adversários são muito fortes, mas vamos dar o nosso máximo para poder sair com bons resultados. Contamos com a ajuda do público”, disse Lauro Chaman.

A equipe técnica também ganhou reforço para realizar um trabalho mais detalhado com os atletas. Além de Lazzaretti, serão três técnicos Claudio Civatti, Armando Camargo e Claudio Diegues. Civatti ingressou na seleção em 2007 como mecânico, se tornou auxiliar-técnico e, desde 2010, é técnico da equipe. No Mundial, trabalhará mais especificamente com as duplas do Tandem. Cláudio Diegues é técnico da Memorial Santos, uma das mais importantes e tradicionais do país, e, por isso, é um dos profissionais mais conhecidos do ciclismo de elite no Brasil. Junto com Armando, atleta da Shimano Indaiatuba e responsável pelo velódromo da cidade, será responsável pelos atletas das classes C1/2/3/4 e 5.

A delegação brasileira está entre as maiores do Mundial, ocupando, mais especificamente, a oitava colocação em tamanho. As maiores são da Grã-Bretanha (22 competidores), Estados Unidos (18), Austrália (16), Rússia (14), Irlanda (13), China (12) e Espanha (12) com Malásia (10) e Argentina, Holanda e Nova Zelândia, todas com 9, fechando o top 10. Ao todo, contando com os pilotos da classe tandem que não possuem deficiência, serão quase 240 competidores de 30 países nos quatro dias de disputas.

O Mundial é composto por três provas em cada umas das categorias – Tandem (para cegos), C1, C2, C3, C4 e C5 (para pessoas com deficiências físico-motoras e amputados) tanto no masculino quanto no feminino. Além disso, há uma prova de Sprint com equipes mistas. Destaques na modalidade, Austrália, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Espanha, Rússia e Bélgica estão confirmados na competição.

O Mundial do Rio, o primeiro da modalidade a ser disputado no Brasil, ganha ainda mais importância por ser a primeira grande competição a contar pontos para o ranking que selecionará os participantes dos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020. O Paraciclismo é o terceiro esporte no ranking dos que mais dão medalhas em Jogos Paralímpicos, atrás apenas do Atletismo e da Natação.

O Mundial de Paraciclismo de Pista é uma realização da CBC, com suporte da Agência de Legado Olímpico (AGLO), do Ministério do Esporte e do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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