Em novembro, Olympikus apresenta “Rotas da Consciência” - conjunto de ações que celebra a cultura negra, cocriado com grupos de corrida e lideranças negras
A iniciativa inclui mini documentário, rotas por marcos históricos no Strava, treinões e uma prova de corrida de rua com crews parceiras, além de uma edição especial do Corre da Consciência
A
Olympikus lança o projeto Rotas da Consciência, um movimento que homenageia e
celebra a cultura negra do país presente na corrida de rua. A iniciativa vai
muito além do lançamento de um produto ou evento: é um ecossistema de ações,
parcerias e conteúdos que evidenciam a comunidade negra e conectam corrida e
liberdade.
Cocriado
com corredores, artistas, historiadores e lideranças negras, o projeto propõe
uma imersão em histórias, símbolos e percursos que falam sobre ancestralidade,
comunidade e corrida. “A cultura da Olympikus é trabalhar em processos de
cocriação e colaboração e foi assim que o proejto nasceu; durante um sprint
criativo em que corredores negros maneifestaram o desejo por ações que
articulassem arte, esporte e ancestralidade. Obviamente, imaginar e executar
esse ecossistema de ações para o mês da consciência negra só seria possível
junto à comunidade. Então, reunimos lideranças dos grupos de corrida,
designers, historiadores, roteiristas e outros profissionais criativos, além de
um grupo consultivo, para colocar nas ruas um projeto legítimo. Neste ano em
que a Olympikus completa 50 anos, fizemos uma escolha intencional de correr
também por causas como a prevenção contra o câncer de mama, o combate à fome, a
conscientização sobre a Esclerose Múltipla e o movimento negro”, explica Márcio
Callage, diretor de marketing da Olympikus.
Um
movimento de pertencimento e continuidade
No
ano em que celebra seus 50 anos, a Olympikus, maior marca esportiva brasileira,
propõe um conjunto de ações que honra a cultura negra e convida o público a
refletir sobre o significado de ocupar as ruas e correr com consciência. O nome
“Rotas da Consciência” remete a essa simbologia – as rotas representam os
caminhos abertos por gerações anteriores e os percursos que seguimos
coletivamente hoje.
A
campanha nasce de um movimento de co-criação e escuta ativa, pilares da
estratégia da Olympikus. A partir desse processo, a marca reuniu representantes
para criar e construir o projeto Rotas da Consciência, com o propósito de
fortalecer a pluralidade dentro da cena corredora. No centro da iniciativa
estão as crews que estão impulsionando esse corre – Corre Kilombo, Arte Corre
Crew, SBN Running e Corre Preto – e uma comunidade formada por pessoas negras,
que colaboram na construção do projeto e asseguram que cada etapa seja legítima
e representativa.
As
ações: do asfalto às telas
As
Rotas da Consciência ganham vida em uma série de experiências que se conectam
dentro e fora das ruas. Em parceria com crews locais, a Olympikus lança rotas
exclusivas no Strava, que cruzam marcos históricos e culturais da presença
negra no Brasil – como o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro; a Praça Brigadeiro
Sampaio, em Porto Alegre; o Pelourinho, em Salvador; e a Praça da Sé, em São
Paulo. A ferramenta de rotas do Strava possibilita criar sugestões de percursos
que são exibidos via GPS no aplicativo e podem ser seguidos por qualquer
usuário durante uma atividade. Além de oferecer esses trajetos simbólicos, o
projeto amplia a conversa ao convidar membros das próprias crews para
escreverem sobre a vivência de correr nesses espaços de memória.
No
Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, essa celebração toma forma
coletiva com os Treinões da Consciência: corridas simultâneas organizadas pelas
crews Arte Corre Crew, SBN Running e Corre Preto no Rio de Janeiro, Salvador e
Porto Alegre, respectivamente, e a prova de corrida de rua do Corre Kilombo, em
São Paulo. A expectativa é reunir mais de três mil pessoas em um gesto de união
e reconhecimento, transformando o asfalto em território de movimento coletivo e
festa.
Das
ruas para as telas, o movimento também se desdobra em um documentário homônimo,
escrito por Vinícius Neves Mariano e produzido pela Buena Onda, que estreia na
mesma data. Gravado em quatro capitais e na Serra da Barriga (AL) – berço do
Quilombo dos Palmares –, o filme propõe uma imersão na relação entre corrida,
liberdade e humanidade. “O que o Rotas da Consciência faz é mostrar que essa
coletividade que os grupos de corridas negros manifestam nos dias de hoje, tem
um lastro histórico, muito rico, com raizes profundas. Quando a gente se dá
conta dessa raiz, tudo ganha muito sentido, a gente ganha mais poder e força
pra seguir. Ao pesquisar e criar esse documentário eu descobri um lastro que
está sendo revelado para todos os praticantes de corrida do Brasil que se
aquilombam para ter mais segurança, mais conforto e alegria nas ruas. Isso é
muito valioso”, explica Vinícius.
Vozes
da comunidade
Em
São Paulo, o Corre Kilombo – responsável pela prova que integra o calendário
oficial dos 50 anos da Olympikus – é quem simboliza esse espírito. ‘’A gente tá
muito empolgado e feliz com isso. Vai ser muito especial, o que era para ser um
treinão, vai ser a corrida das nossas vidas! É memorável e a Olympikus está
junto com o Corre Kilombo’’, comenta Viegas, um dos líderes da crew.
No
Rio de Janeiro, a Arte Corre Crew, co-liderada por Pedro Caetano, mostra como o
esporte pode redesenhar as cidades e as relações que temos com elas. “Esse
projeto é potente no sentido de ressignificar a formação desse país, de honrar
histórias apagadas e exaltar a riqueza de nossos ancestrais. Ter uma marca
dessa importância potencializando coletivos pretos é fundamental para um
processo de representação e visibilidade. Dar voz a esses coletivos é se
posicionar como agente transformador, é fazer parte da mudança e se engajar com
o movimento”, diz Pedro.
Em
Salvador, o SBN Running transforma as ruas em palco de memória e celebração.
“Nossa ideia pra esse corre é que ele vá muito além da corrida em si. A gente
quer fazer do corre um momento de celebração, reflexão e fortalecimento da
nossa identidade enquanto comunidade negra suburbana. A expectativa é ver a SBN
ainda mais unida, vibrando nossa energia que é única, e mostrando que o corre
da periferia e do subúrbio também é sobre potência, cultura e pertencimento”,
conta Nicolas Brito, que lidera o grupo na capital baiana.
Já
em Porto Alegre, o Corre Preto reforça o poder da coletividade como caminho
para o futuro. “Utilizar a corrida como uma forma de abordar e aprofundar o
debate racial é muito potente. É uma forma de aproximar o debate das pessoas,
afinal de contas, é algo que fala sobre o nosso dia a dia, sobre como a nossa
sociedade se estrutura, como ela funciona. Trazer essa abordagem para a corrida
mostra que a cor da pele, os traços físicos e as origens das pessoas impactam
nos mais diversos contextos, inclusive na prática da corrida. Temos grandes
referências negras nesse esporte, mas não queremos continuar vivenciando a
história do negro único”, reflete Nicole Mengue, líder da crew.
Mais
do que eventos pontuais, essas ações materializam o propósito das Rotas da
Consciência: reconhecer, valorizar e celebrar o papel das pessoas negras na
construção da cultura da corrida de rua no Brasil.
Um
tênis, muitas histórias
Entre
as várias manifestações que compõem o projeto, o tênis preferido dos corredores
brasileiros ganhará uma nova edição especial que honra e celebra a cultura
negra no Brasil – o Corre da Consciência. O tênis chega às lojas e site da
Olympikus em 17 de novembro e traduz em design o espírito do projeto – um
encontro entre ancestralidade e futuro, performance e pertencimento.
Desenvolvido pela designer Amanda Lobos (@maisdeumlobo), o modelo traz uma
paleta de cores inspirada em bandeiras de países africanos e um Adinkra,
símbolo gráfico do povo Akan/Ashanti de Gana – uma linguagem em ideogramas que
representam valores, virtudes e sabedoria ancestral – no lugar da palavra
Corre, que costuma estampar a linha de tênis da Olympikus.
“O
esperado seria mais um tênis preto, assim como as camisas de times pretas que
são lançadas anualmente nesse mês, mas quisemos ir mais longe: os tons amarelo,
verde e vermelho formam uma paleta presente em 13 bandeiras de países
africanos, com um toque de azul e preto em algumas. Em homenagem à Etiópia, por
ter resistido à colonização, os países vizinhos que conquistaram sua
independência em seguida usaram essas mesmas cores nas bandeiras deles. A
simbologia designada para cada cor é similar à da bandeira do Brasil, e
trabalhar com esses tons foi uma forma de reconhecer a afinidade entre os povos
e as contribuições históricas dessa mescla da cultura afro-brasileira e suas
heranças atuais”, explica Amanda.
Para
a Olympikus, a Rotas da Consciência é um movimento que se torna algo maior: é
sobre correr, aprender e celebrar a cultura negra no Brasil.
Para
mais detalhes, entrevistas e imagens do projeto Rotas da Consciência acesse o
drive
Serviço:
Lançamento
das Rotas da Consciência (Strava): 10 de novembro
Lançamento
do Corre da Consciência: 17 de novembro
Treinões
da Consciência:
20
de novembro em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre
Estreia
do documentário “Rotas da Consciência”: 20 de novembro, no canal da Olympikus
no YouTube




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