Performance, coletividade e ecossistema da corrida
A corrida também se mostra cada vez mais coletiva. A participação em grupos e assessorias cresceu, e o número de corredores que não fazem parte de nenhuma dessas estruturas caiu 8 pontos percentuais em um ano. Os grupos, porém, mudaram de papel: se antes eram vistos principalmente como espaços de acolhimento e segurança, agora se aproximam de facilitadores para o ganho de performance, com foco em troca de conhecimento, estrutura de treino e evolução técnica — uma das mudanças mais significativas entre as duas ondas da pesquisa. Esse amadurecimento do ecossistema também se reflete no avanço gradual da participação em provas de corrida. Em 2025, 29% dos corredores participaram de eventos, contra 23% em 2024 — um crescimento de 26% no número de participantes. Embora a maioria ainda não participe, o interesse futuro é alto, especialmente entre as mulheres.
Para a BOX1824, a comparação entre as duas ondas revela uma mudança de fase da corrida no Brasil. “De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas. O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no mainstream e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como por exemplo, através de uma prática mais coletiva e social, que é a cara do Brasil.”, afirma Luisa von Mühlen, da BOX1824.
Obstáculos e desafios para o futuro
Entre os principais obstáculos à prática da corrida, falta de tempo e insegurança seguem como as maiores barreiras. As questões referentes à segurança dificultam a corrida de 32% das mulheres e de 25% dos homens — o que ajuda a explicar a maior presença feminina em academias e ambientes controlados. Os dados indicam que a corrida vive um momento-chave: cresce, se populariza e se diversifica, mas enfrenta o desafio de se manter sustentável, prazerosa e acessível. Para a Olympikus, acompanhar essa evolução através de uma lente que coloca a comunidade no centro, é essencial para compreender não apenas quantas pessoas correm, mas como, por que e em que condições elas continuam correndo.
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